113 - Depois da Estrada

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O motor desligou, mas o corpo continuou vibrando. Quinze minutos de estrada fazem isso com a gente — o vento batendo, o banco vibrando, cada curva apertando um pouco mais.Entrei, joguei o capacete na cama. A jaqueta grudada na pele, o cheiro de asfalto e suor misturados. Ninguém em casa. Só eu, o silêncio e aquele tesão acumulado que não ia embora sozinho.No fim, o cansaço veio. E veio bom.


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